DEPOIMENTOS · REFRÃO SECO
Quem já participou conta o que encontrou.
Depoimentos de adultos que fizeram os cursos — com pontos positivos e também com o que poderia ser diferente, porque honestidade serve mais do que elogio.
← InícioO que dizem os participantes
Fiz o Caderno do Iniciante em julho sem saber direito o que esperar. Nunca tinha pisado num palco de verdade. O que me surpreendeu foi o quanto o caderno de ensaio ajudou — escrever sobre o que acontecia em cada sessão me fez prestar mais atenção ao que estava fazendo, não só ao resultado.
Cresci em São Luís, conheço o bumba-meu-boi desde pequeno, mas nunca tinha pensado nele como ponto de partida para o trabalho cênico — foi isso que o curso abriu. A sessão com o praticante do grupo Liberdade foi o melhor encontro do ciclo. Queria mais tempo nisso.
Tinha receio de entrar num curso sem nunca ter feito teatro. O Caderno do Iniciante foi pensado para isso. O ritmo dos encontros era bom — não havia pressa, mas também não havia tempo perdido. O caderno ficou cheio e eu ainda releio algumas páginas.
A parte da gestão de temporada me pegou de surpresa — eu queria só fazer cena, mas aprender a montar um orçamento para projeto cultural e pensar na logística das apresentações foi mais útil do que esperava. A peça na praça do bairro foi o momento mais intenso dos nove meses.
Gostei do leitor de pesquisa — deu base para entender o que estávamos fazendo, não só imitar formas. A apresentação ao ar livre foi bem diferente de tudo que tinha feito antes. Não esperava que o público parar por acaso mudasse tanto a forma de estar em cena.
Nove meses é muito tempo, e tem momentos em que o processo pesa. Mas a estrutura da temporada — saber onde estávamos e o que vinha a seguir — ajudou bastante. O registro escrito que a escola manteve virou um documento real do que fizemos juntos.
Percursos em detalhe
O ponto de partida
Fernanda, 34 anos, nunca havia feito teatro. Trabalhava como assistente administrativa e queria ocupar o tempo de outra forma, mas não sabia se algo com cena era para ela.
O que aconteceu no ciclo
Fez o Caderno do Iniciante em julho de 2025. Nas primeiras duas semanas sentiu desconforto com o silêncio dos exercícios de atenção, mas o caderno ajudou a processar isso entre um encontro e outro.
Ao final das seis semanas
Participou da apresentação do estúdio aberto, falou um texto curto diante de um grupo de visitantes e decidiu se inscrever no ciclo seguinte de Tradições Populares. Não porque era fácil — porque queria continuar.
"Eu não sabia se ia conseguir fazer alguma coisa no palco. No final, percebi que a questão nunca foi essa."
O ponto de partida
Um grupo de oito pessoas, algumas com experiência em grupos amadores, entrou na Temporada Ilha Capital querendo fazer um espetáculo — mas sem nenhuma estrutura de companhia, nem experiência em produção.
O que aconteceu no ciclo
Ao longo de nove meses, o grupo desenvolveu uma obra longa a partir de material devised e montou uma peça curta para praças. Aprenderam a organizar ensaios, planejar apresentações e documentar o processo.
Ao final dos nove meses
Realizaram duas apresentações da obra longa num espaço parceiro e três saídas às praças com a peça curta. Saíram com fotografia de produção, registro escrito e a estrutura de uma companhia funcionando.
"Aprender a fazer orçamento para projeto cultural não estava no plano. Mas foi isso que nos permitiu pensar no próximo passo sem depender de alguém de fora para tomar as decisões."
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